Comunidade investigativa para uma cidadania

O Colóquio de Filosofia e Educação, realizado pelo Centro Brasileiro de Filosofia para Crianças, promoveu uma mesa-redonda com o tema “Rediscutindo a Filosofia: conteúdo e metodologia”, no último dia 20. Realizado no auditório do Masp (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), o encontro ofereceu ainda exposição de pôsteres, oficinas e visita à exposição “Egito Faraônico: terra dos deuses”, com desconto de 50% nos ingressos oferecido pelo Serviço Educativo do Museu. O evento, que também teve o patrocínio do Yazigi Internexus, reuniu para a mesa-redonda os professores José Auri Cunha, do Colégio Vera Cruz, Marcos Antonio Lorieri, da PUC-SP, e Dalva Aparecida Garcia, do Colégio Santa Maria.

A professora Garcia, que atua como coordenadora pedagógica do Centro Brasileiro de Filosofia para Crianças, abordou questões mais práticas. Iniciou com algumas perguntas: É possível ensinar filosofia para crianças e jovens? É possível filosofar com crianças e jovens? É possível que se filosofe sem toda a construção teórica da filosofia?

Depois, desenvolveu sua fala salientando a importância da filosofia para a construção da cidadania. Para tanto, remontou brevemente uma história da filosofia para apresentar o desenvolvimento do indivíduo, não apenas na vida privada, mas também na vida pública como cidadão. A ética, segundo a professora, se transformou em moral. Depois, na Idade Média, a verdade ficou associada a Deus e a moral, vinculada à religiosidade. Daquele período até hoje, muitas outras mudanças aconteceram.

A professora fez novas perguntas aos participantes: Atualmente, somos livres? Qual cidadania queremos? Como resposta, defendeu a filosofia no cotidiano das crianças, relacionando-a com a cidadania. Para Garcia, o Programa de Filosofia para Crianças, através dos textos narrativos, permite o contato com os temas da filosofia: a forma como conhecemos; o que consideramos bom; o que é bonito ou verdadeiro etc. “O objetivo é pensar como construiu para pensar como é que vai construir”. E ressaltou ainda: “Se isso não acontecer, a cidadania também não vai acontecer.

Garcia abordou também alguns aspectos do Programa de Filosofia para Crianças sobre o conteúdo e método. Como exemplo, falou sobre transformar uma sala de aula numa comunidade investigativa, estimulando preocupações comuns ao grupo. “O objetivo é que o indivíduo comece a problematizar e, a partir da diversidade de conhecimentos dos alunos, será possível aprofundar o assunto, visando uma sociedade que respeite o outro, que seja mais tolerante”.

Leia a cobertura das outras falas:
José Auri Cunha, do Colégio Vera Cruz
Marcos Antonio Lorieri, da PUC-SP
Dalva Aparecida Garcia, do Colégio Santa Maria


COMO CITAR ESSE CONTEÚDO:
SANTOS, Thais Helena dos. Comunidade investigativa para uma cidadania. Educabrasil. São Paulo: Midiamix, 2001. Disponível em: <http://www.educabrasil.com.br/comunidade-investigativa-para-uma-cidadania/>. Acesso em: 14 de dez. 2018.

Ou

Comunidade investigativa para uma cidadania, por Thais Helena dos Santos, em Educabrasil. São Paulo: Midiamix, 2001. Disponível em: <http://www.educabrasil.com.br/comunidade-investigativa-para-uma-cidadania/>. Acesso em: 14 de dez. 2018.

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